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Justiça

"Não queria pagar pensão alimentícia", homem acusado de matar menino autista de 11 confessa o motivo de cometer o crime

Por REDAÇÃO 04 de novembro de 2025, 15:47
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução
O pai de Arthur Davi Velasquez, menina autista de 11 anos, assume que matou o próprio filho para não ter que pagar pensão alimentícia. A informação é do delegado de Polícia Civil da Paraíba, Bruno Germano, em entrevista concedida à imprensa nesta terça-feira (4).     

Davi Piazza Pinto foi autuado e permanece preso em Florianópolis, na Santa Catarina. O cárcere do homem é na mesma cidade, onde ele e Arthur estavam de viagem, o menino morreu por asfixia.   

Em depoimento, Davi relata que estava endividado e optou por matar Arthur, menino autista e com deficiência visual, para não ter que arcar com a pensão alimentícia da criança, que custava em torno de R$ 1.800,00. Separado da esposa e mãe do menino, Davi tinha pouco contato com o filho e procurou a mãe visando restabelecer uma convivência mais próxima.     

Aline Lorena, mãe da criança assassinada, disse durante o enterro do menino, no Cemitério do Cristo Redentor, em João Pessoa, que não esperava pela a morte do filho quando concordou com a aproximação do pai com o a criança, a pedido dele próprio.   

Ela contou que deixou pronto tudo o que o filho precisaria durante o período em que ficaria com o pai e pediu para que Davi fosse cauteloso e a avisasse caso a criança apresentasse algum sinal de irritação durante a estadia.   

Aline também revela que chegou a ir ao encontro do pai com o menino se disponibilizando para ajudá-lo, preocupada com o menino devido à condição de autismo que Arthur apresentava, um fator que causaria alguma dificuldade para o pai da criança em termos de cuidados específicos que ele deveria adotar.   

"Deixei tudo certo. Deixei o menino alimentado, dei banho, ainda quis ficar mais um tempo, mas ele [o pai da criança] falou: ‘não, pode ir que eu cuido, eu preciso conviver’. Não passava pela minha cabeça o que ia acontecer. Não tem justificativa. O Arthur foi uma criança incrível, nasceu de 5 meses, 800 gramas. A gente batalhou a vida inteira por ele. O que aconteceu só cabe à Justiça agora", compartilha comoventemente Aline Lorena, a mãe de Arthur Davi Velasquez.   

No momento de publicação desta matéria, a Polícia Civil trabalha com um potencial cúmplice conforme as o avanço de investigações sobre rumores de Davi Piazza Pinto haver usado um carro de aplicativo para levar o corpo do filho até uma área de mata no bairro Colinas do Sul.